domingo, 26 de maio de 2013
Poema de ...Camilo Pessanha...
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VIDA!...............................
Choveu!...... E logo da terra humosa
Irrompe o campo das liliáceas.
Foi bem fecunda, a estação pluviosa!
Que vigor no campo das liliáceas!
Calquem. Recalquem, não o afogam.
Deixem. Não calquem. Que tudo invadam.
Não as extinguem. Porque as degradam?
Para que as calcam? Não as afogam.
Olhem o fogo que anda na serra.
É a queimada... Que lumaréu!
Podem calcá-lo, deitar-lhe terra,
Que não apagam o lumaréu.
Deixem! Não calquem! Deixem arder.
Se aqui o pisam, rebenta além.
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Camilo Pessanha, in 'Clepsidra'
Tema(s): Natureza
FLORES Liiiiiindas, liiiiindas....
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas da roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama o coração.
Fernando Pessoa
quinta-feira, 4 de abril de 2013
A praia abandonada....
A praia abandonada recomeça
logo que o mar se vai, a desejá-lo:
é como o nosso amor, somente embalo
enquanto não é mais que uma promessa…
Mas se na praia a onda se espedaça,
há logo nostalgia duma flor
que ali devia estar para compor
a vaga em seu rumor de fim de raça.
Bruscos e doloridos, refulgimos
no silêncio de morte que nos tolhe,
como entre o mar e a praia um longo molhe
de súbito surgido à flor dos limos.
E deste amor difícil só nasceu
desencanto na curva do teu céu.
David Mourão-Ferreira
quarta-feira, 3 de abril de 2013
TALVEZ HOUVESSE UMA FLOR... ABERTA NA TUA MÃO
Talvez houvesse uma flor
aberta na tua mão.
Podia ter sido amor,
e foi apenas traição.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua…
Ai de mim, que nem pressinto
a cor dos ombros da Lua!
Talvez houvesse a passagem
de uma estrela no teu rosto.
Era quase uma viagem:
foi apenas um desgosto.
É tão negro o labirinto
que vai dar à tua rua…
Só o fantasma do instinto
na cinza do céu flutua.
Tens agora a mão fechada;
no rosto, nenhum fulgor.
Não foi nada, não foi nada:
podia ter sido amor.
David Mourão-Ferreira
domingo, 20 de janeiro de 2013
Verdes são os campos ---POEMA de LUÍS de CAMÕES ----foi musicado por ZECA AFONSO
Verdes são os campos, -----
De cor de limão: -------
Assim são os olhos -----
Do meu coração.--------
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Campo, que te estendes ----
Com verdura bela; -------
Ovelhas, que nela -------
Vosso pasto tendes, ------
De ervas vos mantendes ----
Que traz o Verão, --------
E eu das lembranças ------
Do meu coração.-----------
.......................)
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
segunda-feira, 14 de janeiro de 2013
AFONSO LOPES VIEIRA --- ai flores....
(....................
Ai flores, ai flores do Pinhal florido, ---
que vedes no mar?---
Ai flores, ai flores do Pinhal florido,...---
que grande saudade, que longo gemido---
ondeia nos ramos, suspira no ar!---
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Na sussurrante e verde catedral---
oiço rezar a alma de Portugal:---
ela aí vem, dorida, e nos seus olhos---
sonâmbulos de surda ansiedade,---
no roxo da tardinha,---
abre a flor da Saudade:---
ela aí vem, sozinha,---
dorida do naufrágio e dos escolhos,---
..........................)
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domingo, 13 de janeiro de 2013
quarta-feira, 9 de janeiro de 2013
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