E, com a elegãncia do cisne encerro o "Tema Mora"
domingo, 29 de novembro de 2009
Poema
Em Busca
Ponho os olhos em mim, como se olhasse um estranho,
E choro de me ver tão outro, tão mudado…
Sem desvendar a causa, o íntimo cuidado
Que sofro do meu mal — o mal de que provenho.
Já não sou aquele Eu do tempo que é passado,
Pastor das ilusões perdi o meu rebanho,
Não sei do meu amor, saúde não na tenho,
E a vida sem saúde é um sofrer dobrado.
A minh’alma rasgou-ma o trágico Desgosto
Nas silvas do abandono, à hora do sol-posto,
Quando o azul começa a diluir-se em astros…
E à beira do caminho, até lá muito longe,
Como um mendigo só, como um sombrio monge,
Anda o meu coração em busca dos seus rastros…
José Duro --- Poeta Alentejano
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Ponho os olhos em mim, como se olhasse um estranho,
E choro de me ver tão outro, tão mudado…
Sem desvendar a causa, o íntimo cuidado
Que sofro do meu mal — o mal de que provenho.
Já não sou aquele Eu do tempo que é passado,
Pastor das ilusões perdi o meu rebanho,
Não sei do meu amor, saúde não na tenho,
E a vida sem saúde é um sofrer dobrado.
A minh’alma rasgou-ma o trágico Desgosto
Nas silvas do abandono, à hora do sol-posto,
Quando o azul começa a diluir-se em astros…
E à beira do caminho, até lá muito longe,
Como um mendigo só, como um sombrio monge,
Anda o meu coração em busca dos seus rastros…
José Duro --- Poeta Alentejano
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UM dos muitos peixes do Fluviário....
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Vale de Santarém e Convento de Santa Clara
Santarém, 2009 .. Outubro
Fotos ... helena serrador
Música ... verdes são os campos
Todos cantam Zeca Afonso
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Convento de S. Francisco em Santarém
Fotos helena serrador
Santarém(Outubro 2009)
Música Gregoriana
Video helena serrador
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Exposição de Arte Moderna e Contemporânea (20 de novembro 2009)
Esta exposição está na Fil, na Expo.
Exposição de Arte Moderna e Contemporânea em Lisboa






Muito original esta exposição que visitei este fim de semana em Lisboa!
Claro que não tenho preparação para compreender algumas destas técnicas novas mas, enfim, é agradável vêr a evolução da Arte Contemporânea... e deambular no meio de tanta modernidade, num ambiente de gente diferente e bonita...
m. helena
domingo, 22 de novembro de 2009
VALE de SANTARÉM
Outubro 2009
Lindo, lindo, lindo... um sonho verde como "verdes eram os olhos da Joaninha"... in --- "Viagens na Minha Terra de Almeida Garrett"..........................................................
Perante tanta beleza só recordei.... "a linda história de amor de Carlos e Joaninha e os seus olhos verdes"...
Fotos de helena serrador
sábado, 21 de novembro de 2009
Poema de F. R. Lobo
Águas que, penduradas desta altura,
Caís sobre os penedos descuidadas,
Aonde, em branca escuma levantadas,
Ofendidas mostrais mais fermosura,
Se achais essa dureza tão segura,
Para que porfiais, águas cansadas?
Hei tantos anos já desenganadas,
E esta rocha mais áspera e mais dura.
Voltai atrás por entre os arvoredos,
Aonde caminhais com liberdade
Até chegar ao fim tão desejado.
Mas ai! que são de amor estes segredos.
Que vos não valerá própria vontade
Como a mim não valeu no meu cuidado
Francisco Rodrigues Lobo
Caís sobre os penedos descuidadas,
Aonde, em branca escuma levantadas,
Ofendidas mostrais mais fermosura,
Se achais essa dureza tão segura,
Para que porfiais, águas cansadas?
Hei tantos anos já desenganadas,
E esta rocha mais áspera e mais dura.
Voltai atrás por entre os arvoredos,
Aonde caminhais com liberdade
Até chegar ao fim tão desejado.
Mas ai! que são de amor estes segredos.
Que vos não valerá própria vontade
Como a mim não valeu no meu cuidado
Francisco Rodrigues Lobo
"Fermoso Rio Lis" --- poema de F. R. LOBO
Fermoso rio Lis, que entre arvoredos
Ides detendo as águas vagarosas,
Até que üas sobre outras, de invejosas,
Ficam cobrindo o vão destes penedos;
Verdes lapas, que ao pé de altos rochedos
Sois morada das Ninfas mais fermosas,
Fontes, árvores, ervas, lírios, rosas,
Em quem esconde Amor tantos segredos;
Se vós, livres de humano sentimento,
Em quem não cabe escolha nem vontade,
Também às leis de Amor guardais respeito.
Como se há-de livrar meu pensamento
De render alma, vida e liberdade,
Se conhece a razão de estar sujeito?
Primavera, Vales e Montes..., Floresta Undécima
Francisco Rodrigues Lobo
Ides detendo as águas vagarosas,
Até que üas sobre outras, de invejosas,
Ficam cobrindo o vão destes penedos;
Verdes lapas, que ao pé de altos rochedos
Sois morada das Ninfas mais fermosas,
Fontes, árvores, ervas, lírios, rosas,
Em quem esconde Amor tantos segredos;
Se vós, livres de humano sentimento,
Em quem não cabe escolha nem vontade,
Também às leis de Amor guardais respeito.
Como se há-de livrar meu pensamento
De render alma, vida e liberdade,
Se conhece a razão de estar sujeito?
Primavera, Vales e Montes..., Floresta Undécima
Francisco Rodrigues Lobo
Parque e margens do rio Lis
Praça Rodrigues Lobo
Está muito bonita a nossa sala de visitas..cheia de esplanadas, muito movimentada, colorida, alegre e agradável!
Podemos admirar o nosso Castelo, que nos convida sempre a recordar a nossa história e a relembrar as suas lendas...
O nosso Francisco Rodrigues Lobo, num canto da Praça, espreita-nos, ouve as nossas conversas, pensando que bem podiamos recordar a sua poesia, nestas nossas tertúlias...
Até breve
As fotos são de Helena Serrador
quinta-feira, 19 de novembro de 2009
É assim o nosso Castelo... Lindo de morrer!!!...




Adoro o "Nosso Castelo" e sempre que passo com a minha máquina fotográfica, não resisto e lá vai uma foto...
Parece irreal, mágico!... Podemos até sonhar que vivem lá fadas para protegerem a nossa cidade; mas não, é de pedra, bem forte e bem real.
Lá viveram o nosso Rei D. Dinis e a nossa Raínha D. Isabel. Podemos mesmo imaginar todas aquelas histórias, àcerca dos Amores do nosso Rei e as lendas que se criaram a propósito da nossa Raínha Santa Isabel.
Hoje não abro o manto da Raínha, nem conto os Amores do Rei mas, assim que possa, fá-lo-ei com muito prazer.
Até Breve.
M. Helena
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